terça-feira, janeiro 06, 2009

Li esse texto enviado por uma amiga que explica o momento em que me encontro nessa fase de minha vida, onde ciclos foram encerrados e escolhas feitas.

Ciclos da Vida (Paulo Coelho) Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final..Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho?Terminou uma relação?Deixou a casa dos pais?Partiu para viver em outro país?A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

quarta-feira, dezembro 24, 2008

A vantagens e desvantagens de uma turnê fora de sua área.

Confesso que cheguei a pensar que tinha perdido 4 anos me aventurando pelo R$ e tentação de um emprego onde se ganha melhor, hoje agredeço todas as noites por ter tido essa oportunidade.
Iniciei no setor privado por acaso em uma vaga temporária para organização de arquivo, 4 anos depois eu sai como técnica de logítica na área de controle, isso depois de passar pelo setor financeiro, e vários macro processos antes de chegar no controle, e com certeza exito na saída por ter conquistado boas relações com meu superior. Em maio de 2008 eu sai de férias e sabia que não retornaria, afinal já havia planejado tudo com meu antigo chefe, mas minha hiperatividade me levou a bater no gabinete de um Juiz e pedir um estágio durante as minhas férias de ambev e assim foi: saí de banco de horas antes das férias numa sexta feira e na segunda eu comecei meu estágio que para esse mês era de voluntária, eu descobri ali o quanto eu havia me tornado hábil e o quanto precisava aprender se quisesse trabalhar na área jurídica, começou a parceria perfeita em minha mudança de foco: a busca de aprender o novo e a habilidade de trabalhar com sistemas, a garra de estipular metas ousadas, hoje depois de 8 meses no setor público e fui promovida e mudei de setor, (sim eu resolvi deixar a Itália de lado e ficar mais um pouco por aqui) hoje digamos que exerço o cargo de servidora pública e assumi a função de coordenadora, voltado mais para área administrativa, não é exatamente o que eu almejo porque busco reforçar meus conhecimentos jurídicos, mas como estou no meio não há como não se inteirar de tudo que se passa, para isso mais uma vez a vontade conta muito não basta passar os processos na sua frente se não tiver espontaneidade de ir abrir e ler para ver o que se passa e o que é, como é... Bom hoje eu me sinto bem e vejo que minha experiência no setor privado me trouxe habilidade e benefícios são conquistados com isso, vejo que os pequenos detalhes podem mudar o resultado final. Hoje eu vejo o olhar dos professores que me reprovavam em razão das incessantes faltas que tinha, devem pensar o que faço por ali logo aquela aluna relapsa, mas com certeza não sabem mesmo o que faço e caso tenham a oportnidade de saber ficarão impressionados rsss. Leitores não pensaem que acho que estou num nível elevado de conhecimentos, longe de mim uma perspicácia dessas, mas posso admitir SIM que estou em um nível de emprenho mais elevado SIM, eu me esforço cada vez mais e sinto falta das pessoas que trabalhei no setor privado, sinto falta dos líderes que eu admirava e me espelhava, hoje falta isso: depois de um tempo fora da AmBev eu reconheço e valorizo a cultura: “ selecionamos pessoas melhores que nós” é isso que realmente nos faz crescer, pessoas melhores que não só, pessoas em quem devemos nos espelhar e criar mas superar a nosso próprio limite, e isso falta o setor público.